Globo

A história da Inteligência Cultural

Por muito tempo, considerou-se que o QI (Quoeficiente de Inteligência) era suficiente para determinar a quantidade de inteligência que qualquer um de nós poderia ter. Conforme evoluímos, e nos tornamos seres mais mentais do que operacionais, fomos deixando de nos preocupar tanto com a capacidade técnica sobre um assunto e passamos a priorizar mais a capacidade de compreender e gerenciar pessoas – o que em 1990 Daniel Goleman chamou de Inteligência Emocional (QE). Porém, nos últimos anos, com o crescimento das operações internacionais a nível global, esse termo foi atualizado.

Visto que naturalmente estamos tendo vivências em diferentes países e nos relacionando com povos cujos valores culturais são distintos dos nossos, não se fala mais apenas em Inteligência Emocional (QE), mas sim em Inteligência Cultural (QC).

O Impacto da Cultura

A cultura é algo tão poderoso que afeta até mesmo como um inseto minúsculo é percebido. Logo, não é nenhuma surpresa que ela seja capaz de mudar a interpretação de nossas ações, nossos gestos e nossos comportamentos – fazendo com que, com frequência, ela impacte negociações empresariais.

A Inteligência Cultural, em linhas gerais, é a capacidade de um indivíduo de se relacionar e trabalhar através de diferentes culturas, se adaptando ao novo e tendo a habilidade de lidar com o desconhecido. Ser inteligente, nessa perspectiva, é ser capaz de entender e interpretar situações e gestos não familiares na negociação com estrangeiros – de ir além do que é visível e desenvolver estratégias efetivas para chegar ao “sim” em qualquer lugar do mundo.

Por exemplo, imagine-se nas seguintes situações:

  • Em uma negociação com um profissional vindo de outro país, ele não olha nos seus olhos ao falar com você. Como você iria reagir a isso?
  • Ao buscar contato com o diretor de uma grande empresa no exterior, você é direcionado para falar apenas com um estagiário – que se diz responsável suficiente para tratar deste tipo de negociação. Como você se sentiria?

O mundo diminuiu

Há apenas alguns anos, atravessar fronteiras e negociar com estrangeiros era algo reservado para executivos de alto escalão em companhias multinacionais avaliadas em milhões de dólares. Mas hoje, na economia atual, mesmo profissionais iniciantes e acadêmicos têm o mundo na palma de suas mãos. Encontros entre pessoas de valores culturais diferentes passou a acontecer em uma frequência diária e, com isso, a Inteligência Cultural tornou-se um determinante para nosso sucesso nesse novo cenário de negócios.

A boa notícia é que a Inteligência Cultural pode ser cultivada e aprimorada, mesmo muito antes de perder negociações ou passar por constrangimentos pela falta dela.

Por meio de uma variedade de insights práticos e ferramentas que ilustram as dimensões culturais e seus impactos, líderes podem integrar novos conhecimentos e adquirir competências culturais em suas relações internacionais, sua estratégia de negócios e seus processos de gestão intercultural.

 – Ler mais sobre o Impacto da Cultura

O que falam os profissionais?

Robert Moritz, um dos presidentes da PwC (PricewaterhouseCoopers) dos Estados Unidos, afirma:

“A Inteligência Cultural, para nós, é a capacidade de navegar no mundo dos negócios de hoje, altamente global e diverso. Ela é tão importante que é vista como um dos nossos principais valores aqui na PwC”.

A Inteligência Cultural também foi considerada essencial e uma prioridade organizacional em entrevistas recentes de diversos executivos – como Ajay Banga, CEO da MasterCard; Brian Moynihan, CEO do Bank of America; Mikkel Ohlsson, CEO da IKEA; e Doug Flint, Diretor do HSBC; dentre outros. Clique aqui para saber mais sobre nossos eventos de Inteligência Cultural

Mestre em Marketing Internacional pela Jönköping University, da Suécia, especialista em Administração Intercultural pelo Hofstede Insights, da Finlândia e bacharel em Administração Empresarial pela ESAG - UDESC. Atualmente palestrante em Inteligência Cultural e Sócio-proprietário da Serafina Marketing - onde desenvolve estratégias de Marketing para empresas do Brasil e do exterior. Lucas possui vivência em mais de 30 países pelo mundo.

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